Edineide Dias, Estudante de Direito
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Edineide Dias

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Edineide Dias, Estudante de Direito
Edineide Dias
Comentário · há 3 anos
O meu questionamento diz respeito a necessidade de um internamento compulsório na recuperação do usuário de drogas em última ratio, pois acredito que quando chega nesse estágio os danos causados talvez sejam irreversíveis. Creio que se utilizado no início da dependência a recuperação seja mais favorável e menos danosa.
O usuário de drogas passa primeiro pelo estágio da ilusão, da inconsciência, depois passa pelo segundo estágio que é quando percebe que já não possui mais o controle sobre a sua vontade e, é nesse momento, que o dependente busca ajuda. Entretanto, os familiares se esbarram nas convenções, na falta de políticas públicas mais incisivas e eficientes, pois o que se oferece inicialmente é o tratamento ambulatorial que em pouco tem eficácia, já que o depende químico continua na sua rotina em contato com traficantes, com outros usuários e cada vez mais excluído da sociedade. Por último passa pelo terceiro estágio que é a completa desilusão, desamor e entrega total.
Por outro lado, quando os familiares possuem situação econômica favorável, busca ajuda em clínicas particulares ou em entidades não governamentais e religiosas que não possuem quase nenhuma estrutura, ficando ali a espera de um milagre. Ademais, há outro problema que deveria ser melhor analisado nessa situação. Quando o dependente é internado em um desses estabelecimentos, normalmente é por vontade própria, ou seja, o internamento é voluntário, porém nas primeiras crises de abstinência o usuário não pensa duas vezes antes de querer sair dali para a busca incessante da droga, se jogando em um poço sem fundo e as instituições nada podem fazer para evitar a sua saída.
Só quando o dependente passa por todas as violências possíveis e imagináveis e escapa da morte, tendo o seu direito à liberdade perdida por diversas vezes e contraído doenças incuráveis e transtornos mentais sérios, quando ele causa diversos males não só a si mas a sociedade com a prática de crimes, quando se torna um perigo constante para familiares e o próprio estado é que é possível pensar em um internamento compulsório.
Sendo assim, eu pergunto se não seria o melhor caminho aproveitar a oportunidade em que o usuário toma consciência da sua doença e busca ajuda para interná-lo em local apropriado, com toda estrutura que o caso requer e com segurança para que ele não saia e interrompa o tratamento? Porque o grande problema é que mesmo querendo ajuda, a dependência vai além da vontade de se livrar dela.
Sei que o caso é polêmico e tem que ser analisado de forma racional, com respeito aos direitos do cidadão, mas sei também que o direito a vida sobrepõe o direito a liberdade ou qualquer outro direito.

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